Foto: Manequins transformados em verdadeiras obras de arte por Emannuel Bossuet, diretor de arte da EEM Agency,

A pandemia do COVID-19 invadiu o ano 2020, trazendo grandes reflexões para a humanidade. Fomos obrigados a nos adaptar a mudanças de uma forma nunca antes vista, reinventar hábitos e processos internos tanto na vida pessoal como no ambiente de trabalho. Antigas e novas tecnologias nos conectaram com o mundo de novas formas.  

Tudo ficou mais rápido e mais lento ao mesmo tempo. De modo figurativo, é como se a luz do sol tivesse invadido a janela do nosso ser e iluminando partes da nossa vida que simplesmente não queríamos ver.

Desde o cuidado com a nossa saúde, nossa casa, nossa família, com a pandemia estamos tendo uma grande oportunidade de aprender e valorizar o que realmente importa.

Outro lado positivo, é que jamais imaginávamos que seríamos capazes de nos adaptar com tanta rapidez à energia vital do tempo. Porém, conseguimos, cada um do seu jeito.  

Nesse sentido, vale a reflexão de uma das grandes vozes do budismo no Brasil hoje, a Monja Coen: “Mas afinal o que é o tempo? Será que somos nós o tempo? Será que existe uma coisa chamada tempo separada de nós?”. O tempo somos nós e nós somos o tempo, sobreviver ou viver é uma escolha que depende de cada um.

Com a moda não foi diferente, até porque a moda nada mais é do que um grande espelho do comportamento humano, de uma geração, de um contexto histórico, político e social.

O ano de 2021 começou com muito otimismo, passado aquele imenso pânico e com uma certa luz no fim túnel (vacinas). Porém, o mercado de luxo e varejo em geral ainda terá grandes desafios pela frente considerando a situação ambiental e outras questões econômicas suscetíveis de piora nesta década.

No fim, o que importa é que assim como nós, a moda pode e deve se reinventar, como há tempos nos fala André Carvalhal em seu livro “A Moda Imita a Vida”, ela “pode ser um caminho possível para expressão consciente – sobre quem somos e sobre o que usamos”.

Cabe a nós, portanto, olhar para a crise como uma grande oportunidade, um momento incrível de adaptação à tecnologia, de ter olhar ativo e responsável para as questões socioambientais, e de fortalecer o nosso relacionamento enquanto clientes e marcas locais e regionais. Enfim, como bem pontuou Stéphane JG Girod, colunista da Forbs, “essas evoluções mostram que não há espaço para orgulho na arte da adaptação”[1], então, vamos continuar nos adaptando na vida e na moda.

Foto: https://www.instagram.com/nicolraidman/

Por Maria Vitoria Kaled Costa Donoso

19/01/2021


Disponível em: Como as marcas de luxo planejam se reconectar com consumidores locais no pós-pandemia | Forbes Brasil. Acesso em: 19/01/2021.

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